Com raiva e chorando Alice abre as gavetas e começa a revira-las com esperança de que a raiva que estava sentindo passe. Tentativa fracassada...
Encontra uma caixa no fundo da gaveta e curiosa tenta abri-la. Uma caixa com laminas variadas estava escondida no funo da gaveta. Mas o que fazia ali?
Alice ainda com raiva pega uma lamina e passa em seu pulso ainda tentando fazer com que aquela raiva passe. Sentiu um arrepio e passou a lamina em seu pulso novamente. E de novo e de novo e de novo até que para de chorar. Agora suas lagrima saim por seus pulsos em um tom vermelho sangue.
Para Alice a dor dos cortes a faziam esquecer o que havia acontecido antes. A faziam esquecer as palavras que sua mãe despejara sobre ela mais cedo, antes disso tudo.
Alice coloca seu pulso embaixo d'água enquanto observa seus cortes. Pensativa, Alice resolve nunca mais demonstrar o que sente de verdade.
Agora havia achado novas amizades. Elas a entendiam como ninguém nunca a entendeu. a não ser talvez seu irmão mais velho. Suas novas amigas moravam na gaveta de seu banheiro.
Tirando o pulso da água, ela o seca e o envolve em uma Gaze. Limpa sua lamina e a coloca de volta na caixa com as outras.
Com a caixa de volta ao fundo da gaveta, Alice sai de seu banheiro, coloca uma blusa de manga comprida e vai para frente de sua casa.
Sentada embaixo de uma arvore, Alice se prende em meio a seus pensamentos tentando entender as pequenas palavras de ódio de sua irmã e os xingamentos despejados por sua mãe. Alice sentia falta de seu irmão. Ele a entenderia. Já havia passado por isso também. Ele havia ido embora quando completou 18 anos. Não aguentava mais ser tratado como lixo.
Alice e seu irmão tinham muitas coisas em comum. Dor, raiva, tristeza, ódio e acima de tudo, solidão...

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